sexta-feira, 12 de junho de 2009

Matou barbeiro depois do corte

Pessoas, a atualização desse espaço democrático ficou comprometida nos últimos dias por dois motivos: trabalho e falta de equipamento. Sim, o trabalho mais uma vez atropelou minha vida. E meu computador teve de fazer uma visita ao corpo técnico da informática porque simplesmente parou de funcionar. Ainda não o tenho em mãos, mas consegui um tempinho para tratar de uma notícia que recebi há três dias das mãos de um amigo. Para não dizer que é mentira, transcrevo parte da reportagem publicada na Tribuna do Brasil de terça-feira (09).

“Segundo o delegado-chefe da 32ª DP, Onofre José de Morais, o primeiro crime cometido por Carlos Eduardo Ferreira dos Santgos aconteceu no dia 7 de abril de 2007, na QR 115, contra Clarismundo Pereira da Costa, 49 anos. ‘Carlos Eduardo matou o barbeiro com dois tiros nas costas. O crime teria sido motivado por um corte que o profissional fez no cabelo de Carlos, do qual ele não gostou´, contou o delegado”.

Bem, vou tecer apenas dois comentários. Que tipo de “profissional” faz um corte tão ruim ao ponto de despertar a ira em uma pessoa? Não vejo profissionalismo nisso. O segundo é que esse Carlos Eduardo é cabra popeiro. Imagina se todo mundo resolve matar o barbeiro porque não gostou do corte no cabelo. Seria uma profissão extinta.

Bem, voltando ao texto inicial, ultimamente tenho arrumado tempo para fazer uma atividade física. Uma corridinha aqui, uma patinada ali... Enfim, parece que a vida vai tomar outro rumo de agora em diante. Bom para mim, bom para o resto do mundo. Enquanto não pego meu computador de volta, deixo pequenos relatos do que está ocorrendo.

Sem mais para o momento.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Isto é Brasília

PONTE JK
Foto: Antonio Cunha
A Ponte JK é o mais novo cartão postal de Brasília. Foi inaugurada em 15 de dezembro de 2002 e liga o Plano Piloto à Região Administrativa do Lago Sul. Tem um comprimento de travessia total de 1.200 metros, largura de 24 metros com duas pistas, cada uma com três faixas de rolamento, duas passarelas nas laterais para uso de ciclistas e pedestres com 1,5 metros de largura e comprimento total dos vãos de 720 metros.

Durante sua construção, que consumiu algo em torno de R$ 160 milhões, o governo foi duramente criticado pela imprensa. Questionado sobre o aumento do custo, estimado incialmente em R$ 40 milhões, o então governador do DF, Joaquim Roriz, respondia: "Meu filho, eu não estou fazendo uma ponte, mas sim um monumento". E o povo vai levando.

EXTRA: Rotina maldita pega jornalista

Papai sempre ensinou que trabalho é uma dádiva de Deus. Concordo com Dom Lázaro, mas tenho minhas ressalvas. Trabalhar é bom. Trabalhar demais, muito e loucamente é prejudicial à saúde. Dei-me conta nos últimos dias que minha vida se resume a trabalho e estudo. Não que isso seja ruim, mas é que tudo gira em torno dessas duas variáveis.

Exemplos. Depois de um fim de semana no Rio, cidade em que estive a trabalho e aproveitei para fazer uma graça, voltei a mil. Na segunda-feira foram mais de 12 horas de ralação antes de encarar outras 3 horas de aula na UnB. E uma nova preocupação: produzir dois vídeos institucionais para sábado. No jornalismo, infelizmente, isso é algo rotineiro.

Já na terça, um momento de alívio após outras 12 horas de tronco. Uma festa na casa do deputado federal Wellington Fagundes (PR-MT), que comemorava aniversário e serviu um jantar à moda mato-grossense, com direito a duplas sertanejas cantando ao vivo.

O nobre deputado faz especialização em Ciência Política comigo. Aí estavam por lá professores, alunos e colegas parlamentares. Uma confraternização animada. Animada para quem? Eu convidei uma amiga jornalista para me fazer companhia na reunião. Ela, educada e meiga, aceitou e foi de bom grado. Mas tinha um detalhe: ela odeia música sertaneja. A pobre moça, que com sua presença abrilhantou o recinto, aturou toda a cantoria sem reclamar ou pedir para sair. Uma lady.

Voltando ao trabalho, na quarta tive que saltar da cama na costumeira hora de 5h30. Sim, é nesse horário que o meu dia começa. Depois de ler Correio Braziliense, Tribuna do Brasil, Jornal de Brasília, Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo e O Globo, além de assistir aos telejornais Bom Dia DF e Bom Dia Brasil, ambos da Rede Globo, coloco meu terno e sigo para o trabalho. Nesse dia uma preocupação maior: os dois vídeos ainda não tinham sido escritos, sequer, no papel. Pedi socorro à lady da festa do deputado. Ao fim do dia, o roteiro estava fechado. Hora de ir para a aula mais uma vez. Corre, corre, corre...

Chega a assustadora quinta-feira. Mesma rotina matinal, mas desta vez com uma preocupação. Os vídeos ficarão prontos? Dependo do Alex Júnior, profissional competente que nos faz passar sustos sempre. Mas acaba dando certo. Assim como toda a equipe de comunicação da Vice-Governadoria do DF, ele está atolado de coisas para fazer. E sempre chegam com novas demandas para nós. “Pelo amor de Deus. Isso aqui não é máquina de moer cana. Que coloca e sai o caldo”, alguém grita. Bola pra frente.

Hoje é sexta-feira. Após sairmos do trabalho praticamente pela madrugada, retornamos antes das 9h. Os vídeos serão editados hoje. Tenho fé que teremos êxito. Sempre temos. Assim é nossa equipe, assim é parte da nossa rotina. Assim, na loucura da pós-modernidade, é minha vida.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

São Pedro brasiliense no Rio

Já estou me convencendo de que tenho laços estreitos com São Pedro. Mas ele deve me compreender de forma equivocada, ou simplesmente faz de sacanagem. No post anterior mencionei que iríamos para Ipanema no sábado pós-Barra. Fomos sim para Ipanema, mas praia que é bom nada. Tempo fechado com pequenas rajadas de luz solar e vento contínuo que beirava os 60 km. Eis aí a visão do que poderia ser um dia de praia.

Na verdade já esperava por tal situação. Minha viagem ao Rio estava marcada, independente de trabalho. A ida pelo trampo só melhorou minha situação financeira. Mas na segunda-feira antes do fim de semana na Cidade Maravilhosa, a menina do tempo já avisava: “uma frente fria se aproxima do Sudeste e deve provocar chuvas nos próximos dias”. Dito e feito.

Na sexta-feira, quando desembarquei no Santos Dumont, o tenente Diogo foi enfático: “Suas bichas, vocês trouxeram a merda da chuva para cá. Ontem fez um calor do inferno”. E de fato foi isso mesmo. Todas as vezes que fui ao Rio de Janeiro choveu. Incrível, mas é verdade. Já fui em janeiro, fevereiro, julho, setembro, novembro... não adianta. Sempre que penso em visitar o Rio, São Pedro se adianta e manda uma frente fria para me receber.

Mesmo assim, como bons brasilienses que somos, Gerdas e eu resolvemos arrastar o Goiaba para Ipanema. Ele foi por causa da cerveja, claro. Carioca que é carioca só vai à praia com céu de brigadeiro: todo azul, sem nenhuma nuvem. Dessa vez ele teve de ir. Mas o Rio é sempre Rio. Mesmo com o tempo fechado pude constatar algumas cenas inusitadas que relato a seguir:

1) O governo carioca tirou o quiosque da amiga do Goiaba de lá. Era irregular.
2) Uma linda mulher teve coragem de ficar deitada de biquíni tomando vento no lombo.
3) A saída da amiga do Goiaba significava cerveja mais cara para meu bolso.
4) O mar, ressacado, exibia ondas de mais de 2 metros de altura.
5) E o governo ainda tirou os outros quiosques, uma merda. Cerveja agora, só a R$ 3,50.
6) Um vendedor de “Globo” – biscoito que só carioca come – passou e puxou papo com a gente.
7) Duas cariocas maravilhosas passaram correndo de tênis quase dentro do mar – vai entender.
8) O vendedor era vascaíno, mas se vangloriava com a atuação do Grêmio na Copa Libertadores. Vasco na Série B dá nisso.
9) O mar estava para surfista, mas por incrível que pareça, eles ocupavam apenas uma pequena parte da praia. Em dias de sol, esses vagabundos travam uma luta com a gente pela praia toda.
10) Agora existe um banheiro na orla de Ipanema que pagando R$ 1 você pode usar. Só em Copacabana existe essa coisa moderna.

Cenas de um dia tipicamente abençoado por São Pedro e, claro, por são Ederson. O dia passou e eu estava morto. No fim do dia tinha jogo do Botafogo no Engenhão. O Sport Recife seria a vítima da rodada. Animado, almoçamos e tentei ir, mas a fadiga bateu. Voltei para casa e fiquei na internet batendo papo com amigos, em especial uma menina que sempre me faz sorrir. Pela TV, vi um empate sofrido por 2 a 2, com o Fogão perdendo por 2 tentos de diferença e buscando o igualdade no suor. Puto da vida, resolvi comer algo e ir dormir e orar a São Pedro para que colaborasse pelo menos no domingo. Oração rejeitada friamente pelo primeiro papa. No mais, Fogão ganha uma porra!!!

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Rio 40º, cidade maravilha

Pois bem amigos, devo mencionar aqui uma típica noite carioca que passei com o fotógrafo Gerdan Wesley em um samba chamado São Nunca, na Barra da Tijuca. Antes, porém, devo descrever os motivos que me levaram à Cidade Maravilhosa. Desta vez fui a trabalho, acompanhar o chefe em uma reunião com a escola Beija-Flor de Nilópolis – que homenageará Brasília em seus 50 anos por uma bagatela de R$ 3 milhões.

Passamos a tarde toda de sexta-feira na Cidade do Samba. Nunca fui tão bem recebido em um local. Neguinho da Beija-Flor, Selminha Sorriso (que é um espetáculo de simpatia), Laíla e toda a galera da escola. Além do presidente da Liga Independentes das Escolas de Samba do Rio (Liesa). Sambinha pra lá, sambinha pra á... maravilha. Lá pelas tantas, todos me chamavam de “secretário de Estado”... ofereciam salgadinhos, bebidas e contavam diversas piadas. Aquela irreverência carioca. Até que ao final do encontro, depois de tudo fechado, meu chefe vira pra mim e fala: “Fomos muito bem recebidos, né?” Eu disse: “Com R$ 3 milhões no bolso até a rainha da Inglaterra nos receberia assim”. É mole?

Bem, hora de receber a alforria. Despedidas feitas, peguei um táxi e segui para Botafogo. Chegando à casa do Goiaba nada de perder tempo. Tomamos uma Norteña e uma Patrícia (ambas cervejas uruguais), três Teresópolis e algumas latinhas de Skol e Brahma. Pensei: “cheguei, de fato, à casa do Goiaba”. Lá pelas 23h decidimos o que fazer. “Vamos encontrar um pessoal na Barra, em um samba chamado São Nunca”, disse o Goiaba.

Tudo bem. Uma pessoa certa vez soltou uma que guardo pra sempre: “Qualquer paixão me diverte hoje”. Adotei essa tática e fomos nós pegar um táxi rumo à Barra da Tijuca. Tem coisas que só acontecem no Rio. Já dentro de um carrinho amarelo, pegamos um engarrafamento. Do nada, o taxista vira para o Goiaba e fala: “vocês terão de descer e pegar outro táxi”. Todos nos olhamos e não compreendemos porra nenhuma. “Estou com outro compromisso”, justificou a figura. Sem pagar um centavo, descemos no meio do engarrafamento e já entramos em outro táxi, com um motorista que só falava de bordel e tava louco pra levar a gente em um nas redondezas.

Convencido de que a noite era do samba, o homem acelerou e nos deixou na Barra por volta da meia-noite. Uma fila sem noção para entrar no lugar. Sorte nossa que o Mendes já estava no meio dela. Não gosto de furar fila, mas o Goiaba e sem noção mesmo. Foi chegando como se já tivesse no local há dias e entrando. Eu fui na aba, claro.

O Goiaba me apresentou aos amigos. Estranhei, pois não havia nenhuma gata no meio. Só barbado. Mas tudo bem, o local estava cheio delas. Como eu aprendi que não posso acompanhar essa galera na bebida, fiquei na minha cerveja mesmo. Enquanto isso, os caras beberam quatro garrafas de uísque. E o Gerdan no meio, hora na cerveja, hora no uísque. Uma loucura.

Depois de uma noite toda resolvemos voltar para casa. O mais comédia foi isso. Pegamos um taxista que parecia ter saído do filme “Velozes e Furiosos”. O cara “socava” o pé sem dó. Nisso, Gerdan tira um copo da Itaipava do bolso e fala: “olha o que vai para Brasília comigo”. Fala sério. O “nego gerdas” agora tinha um copo da Itaipava e eu não. A noite terminou em um cachorro-quente em Botafogo, acho. Depois de jogar um “morte lenta” pra dentro percebi que já se aproximava das 6h. Hora de pensar na praia. Mas isso é uma outra história.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Cachaça e yoga dá no mesmo

Na Índia: 20 anos de muito exercício mental, jejum, abstinência, mantras e meditação para total domínio do corpo, como mostra o grande avatar Brahtiwa Thowbindo Pbruhwnanda.

No Brasil: 1 hora num boteco bebendo pinga, relaxamento ao ar livre e alimentação reduzida (só tira-gosto) conforme demonstração do grande baiano Mané Coquinho.

Ambos os sistemas de elevação superior acabam produzindo os mesmos resultados.

Contra “fotos” não há argumentos.

Brahtiwa Thowbindo Pbruhwnanda

Mané Coquinho

quarta-feira, 13 de maio de 2009

12 conselhos para ter um infarto feliz

Dr. Ernesto Artur - Cardiologista

1. Cuide de seu trabalho antes de tudo. As necessidades pessoais e familiares são secundárias.
2. Trabalhe aos sábados o dia inteiro e, se puder também aos domingos.
3. Se não puder permanecer no escritório à noite, leve trabalho para casa e trabalhe até tarde.
4. Ao invés de dizer não, diga sempre sim a tudo que lhe solicitarem.
5. Procure fazer parte de todas as comissões, comitês, diretorias e conselhos. Aceite todos os convites para conferências, seminários, encontros, reuniões, simpósios etc.
6. Não se dê ao luxo de um café da manhã ou uma refeição tranqüila. Pelo contrário, não perca tempo e aproveite o horário das refeições para fechar negócios ou fazer reuniões importantes.
7. Não perca tempo fazendo ginástica, nadando, pescando, jogando bola ou tênis. Afinal, tempo é dinheiro.
8. Nunca tire férias, você não precisa disso. Lembre-se que você é de ferro.
9. Centralize todo o trabalho em você, controle e examine tudo para ver se nada está errado. Delegar é pura bobagem; é tudo com você mesmo.
10. Se sentir que está perdendo o ritmo e o fôlego tome logo estimulantes e energéticos. Eles vão te deixar tinindo.
11. Se tiver dificuldades em dormir não perca tempo: tome calmantes e sedativos de todos os tipos. Agem rápido e são baratos.
12. E por último, o mais importante: não se permita ter momentos de oração e meditação diante de Deus. Isto é para crédulos e tolos. Repita para si: Eu sou a minha própria religião.

TENHA UM INFARTE FELIZ!

A escolha só depende de você!

terça-feira, 12 de maio de 2009

Vizinhos novos, amizades antigas

Dia 6 de novembro de 2008. O tempo passa muito rápido mesmo. No último post comentei apenas futebol. O Botafogo havia sido eliminado da Copa Sul-americana. Desta vez, abro espaço para mencionar a reaproximação de amizades antigas, feitas ainda durante aquelas sentadas nas cadeiras da Universidade Católica de Brasília (UCB). Flávio, João Paulo e Renato voltaram a morar na 209 Norte. Um feito que relembra os bons encontros regrados a vinhos, uísques e boa cerveja ainda no tempo da faculdade.

O meu telefone tocou perto das 18h da terça-feira (12/05). “Papito” apareceu escrito na telinha. Como de costume, atendi: “Fala Papitooooooo”. Do outro lado, para minha surpresa, apenas um: “não é o Papito não. É o JP”. Maravilha. Não falava com o João Paulo há pelo menos 4 anos. Ele contou-me que os três amigos resolveram morar juntos no mesmo apartamento que ele, JP, morou durante nossos estudos na UCB.

Estava com meu irmão, o Rogério, e pedi para que ele me desovasse na 209 Norte. Subi as mesmas escadas que há mais de 6 anos não subia. Encontrei Flávio (Papito) e JP, que haviam acabado de resolver as cores das paredes. Ou seja, reformas e reinauguração até o fim do mês. Teremos surpresas até lá? Não sei. Deram-me apenas uma missão: convidar quem eu desejasse.

O melhor não foi saber que terei por perto, mais uma vez, amigos que caminharam comigo por cinco anos na UCB. É claro que sempre buscamos contato e procuramos encontrar pessoas que foram importantes em algum momento de nossas vidas. Para quem não sabe, JP, Papito e eu dividimos carona para a faculdade desde o terceiro dia de aula. A gente nem se conhecia, mas precisávamos fazer amigos. E que amigos.

Bem, a retomada da escrita nesse blog, que pretende ser diária agora, passa necessariamente por essa reaproximação. Agradeço aos amigos pela lembrança e pelo convite antecipado para um encontro que promete ser de saudades e novidades. E para quem não acredita que amizades de bancos acadêmicos perdurem para sempre, aí está uma boa situação. Anos sem encontrar o JP e o papo fluiu como sempre. E isso é que importa.

No mais, quero sempre minha taça cheia de vinho e belas amizades para compartilhar de momentos inesquecíveis ao meu lado. Obrigado meus amigos pela bela surpresa. E se precisar de um açúcar, é só descer até a 409. Abraço a todos!

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Ah Fogão, eu gosto de você! Mas ganha uma porra!

Agüenta coração!!! Não sei porque ainda me desespero assistindo aos jogos do Botafogo. Me preparo, assim como todo torcedor de outros times, e aguardo com ansiedade o horário da partida. Como bom botafoguense, a superstição me leva a colocar sempre a mesma camisa que os jogadores estão usando – listrada, branca ou preta. Ontem, contra os hermanos do Estudientes, foi a vez do uniforme 1, de camisa listrada.

Nada de anormal aconteceu, a não ser a lamentável cena onde o zagueiro André Luiz tomou o cartão amarelo das mãos do árbitro em um momento de destempero e acabou expulso. Eu pensava que isso só ocorresse em peladas. Uma vez, jogando pelo extinto Canarinho, nosso lateral direito partiu para cima do “professor”. Luiz, servidor do Superior Tribunal Militar, também perdeu a linha, mas ao contrário do quase xará André Luiz, ele tomou foi o apito do árbitro. Disse alguns palavrões e começou a apitar forte gritando: “É assim que apita. Você não tem força para apitar?” É claro que também foi expulso.

Com um jogador a menos, o meu Fogão não conseguiu os cinco gols necessários para a classificação e acabou empatando por 2 a 2. Agora, o time da Estrela Solitária está fora da Sul-americana, competição que vai participar novamente em 2009. Com essa eliminação, a temporada para o Botafogo acabou mais uma vez sem títulos. E eu ainda perco noites vendo esse Fogão jogar. Eita paixão!

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Provocado, respondo e publico

Fui provocado por amigos durante a semana. Disseram que, além de desatualizado, meu blog simplesmente não comentou as eleições municipais e estava perdendo a chance de tecer um comentário sobre a vitória de Barack Obama à Presidência dos Estados Unidos. Pois bem, digo que cutucaram a onça com vara curta.

Acompanhei por meio da imprensa as disputas em território do império norte-americano. Confesso que me impressionei com duas coisas. A primeira, um negro conseguiu vencer uma prévia no partido Democrata. É claro que isso jamais ocorreria no partido Republicano, mas foi um começo. Depois de ganhar da senadora Hillary Clinton, a vitória de Obama sobre o republicano John McCain era questão de tempo. E assim foi.

O cientista político americano Terrie Groth, ministrando aula na Universidade de Brasília (UnB), defendeu com veemência a eleição de Obama. Citou a crise econômica mundial, provocada pela bolha imobiliária nos EUA, como o fim do período republicano no poder. Além disso, o desgaste republicano com a guerra no Iraque – considerado um dos maiores erros do presidente Bush nos seus oito anos de mandato – foi outro fator levado em conta.

O segundo item que chamou atenção foi a participação no pleito. Acreditem: 64% dos americanos votaram. Seria ridículo a gente achar isso muito no Brasil, onde o voto é um dever e não um direito. Mas nos EUA, onde o voto é facultativo, essa parcela da população indica que o país clamava por mudanças. Apenas em 1908 o índice de participação foi tão elevado. Para se ter uma idéia, na última eleição o presidente Bush foi eleito em uma disputa onde apenas 38% da população votante compareceram às urnas.

Mas o que fez esse índice saltar tanto em apenas quatro anos? A participação de negros e jovens. Levados pela onda da Obamania, eles passaram até 8 horas em filas aguardando para votar. O resultado foi um massacre.

A chegada de um negro à Presidência dos EUA é uma conquista não apenas para os americanos, mas para todos os negros que sofrem discriminação em todos os cantos do mundo, principalmente aqui no Brasil. A etnia, de um modo geral, renova suas forças na luta contra o racismo.

Minha confiança era tanta na vitória do democrata que apostei, ao lado de mais quatro companheiros, uma caixa de cerveja no sucesso de Obama. Bem, não precisava ser nenhum gênio para perceber as conjecturas que se formavam e acertar o palpite. Sorte a minha.

Espero que a eleição de Obama me renda outras conquistas. De uma forma macro, espero que ele olhe para a América Latina com mais atenção. Que estreite ainda mais a relação com o Brasil e que, um dia, perceba que o protecionismo americano sobre produtos agrícolas brasileiros é uma bobagem.

Enquanto isso não se concretiza, vamos pensar em 2010, quando, ao que parece, o presidente Lula finalmente sairá do poder. A prévia ocorreu no mês passado e o retrato das eleições municipais coloca o PMDB em situação privilegiada.

O próprio senador Aloízio Mercadante (PT-SP) está preocupado. Disse que vai cobrar a fatura do PMDB pelo apoio petista já nas eleições para a Presidência do Senado. Tião Viana é o nome da companheirada. O PMDB procura emplacar o ex-presidente José Sarney. Alguém quer apostar comigo uma caixa de cerveja de que o PMDB vai fazer seu jogo e o PT, como diria o velho lobo Zagallo, vai ter que engolir?

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Volta Túlio Maravilha!

A fase do meu Glorioso Botafogo não é das melhores. Historicamente, seja na vida real ou em contos de fadas, quando a coisa fica difícil é hora de entrar em ação um herói. Sim, um herói. Daqueles que fazem o coração saltar na hora H. Como a crise no Fogão é feia, daquelas de fazer o torcedor ficar preocupado com a Série B, andei lendo diversos blogs de botafoguenses espalhados pelo Brasil.

Devo confessar que concordo com o Zé Fogareiro (blogueiro oficial da torcida do Fogão). É hora de colocar um atacante de verdade no time do Botafogo. Esse seria um grande começo, já que mudanças são necessárias do goleiro ao ponta esquerda. Mas voltando ao fato de que todos clamam por um herói, a diretoria deveria resgatar um da década de 1990. Túlio Maravilha!

O homem dos 843 gols está aí, com 39 anos, matando os adversários. Estive no Serra Dourada em junho e conferi a performance do atacante. Mortal! Sim, o Túlio Maravilha marcou os três na vitória por 3 x 2 contra o América/RN. A torcida do Vila Nova delira com os gols que hoje poderiam estar sendo feitos com o manto sagrado do Fogão.

O cronista Armando Nogueira resumiu em uma única expressão o que é Túlio Maravilha. Dizia ele: “Quando ele está em campo, não existe gol anônimo”. E a torcida botafoguense está com saudade do Túlio, saudade dos seus gols decisivos, de seu faro para mudar o placar, das suas declarações imperdíveis... enfim, a torcida do Botafogo está com saudade de um ídolo de verdade.

Dizia Nelson Rodrigues: “só o jogador medíocre faz futebol de primeira”. E como não chamar os craques de todos os tempos de medíocres. Seja por sua forma de jogar, seja por sua forma de falar, seja por sua forma de “matar” a partida. Gol bonito é aquele que balança a rede. E Túlio sabe como ninguém fazer a pelota se acomodar no fundo da rede do gol adversário.

O botafoguense sabe que Túlio já não é mais tão jovem e que também não está 100% em sua condição física. Mas, o botafoguense sabe que o “artilheiro falastrão” reconhece o significado da Estrela Solitária e que se programa para fazer o milésimo gol com a camisa do alvinegro mais querido do Brasil.

Hoje, nossos jogadores não têm noção da história que carregam em seus ombros quando vestem aquela camisa. Garrinha, Gérson, Jairzinho, Maurício, Túlio... Todos eles deram valor ao Fogão e fizeram a torcida sorrir, vibrar, delirar, gritar, chorar de alegria (e não de tristeza por perdas consecutivas de títulos). Por essas e outras eu me junto ao movimento VOLTA TÚLIO MARAVILHA!

E para terminar, vale lembrar o velho e bom refrão cantado incansavelmente pela torcida botafoguense:

“Túlio Maravilha nós gostamos de você. Túlio Maravilha faz mais um pra gente ver”.

Da obra vermelha para o vermelho da vergonha

Definitivamente, tem coisas que só acontecem comigo... e com o Botafogo. Nessas andanças pelo Brasil, deparei-me novamente com a bela Belo H...