Na sexta-feira, o amigo Eduardo veio nos visitar. Paloma e eu pensamos: “que legal. Vamos levar o Calvin pra casa para ele conhecer nosso amigo e se divertir”. Tudo estava arrumado. Só faltou combinar com o Calvin. Faltou. Por volta das 16h30, depois de arrumar a casa, fui buscar o mascote. Alegre, esse Jack Russel Terrier logo percebeu que sairia para mais uma festinha. Antes mesmo de pegar sua comida e seus brinquedos, ele já pulava em minhas pernas e corria para a porta de saída. Entrou no carro e, para variar, colocou a cabeça para fora da janela. Aliás, isso é novo nele. Tenho deixado a janela aberta só com espaço para ele colocar a cabeça. Porque da última vez que fiz um teste com toda janela aberta, ele simplesmente saltou do carro, que estava a uns 15km/h. Foi sofrido.
Em minha casa, Calvin já se sente a vontade. Sobe no sofá, corre pelos quartos, lancha na área de serviço e espera a hora de descer. Começo a acreditar que ele está se acostumando com o apartamento. Tomara. Já passava das 20h quando decidimos levar o Calvin junto para buscar o Eduardo no aeroporto. Chegamos e ficamos no estacionamento por mais de meia hora. Calvin, claro, ficou numa agonia danada e começou a latir para rodas, carrinhos, sapatos e tudo mais que conseguir enxergar por debaixo do carro. E todos olhavam admirados.
Entramos no carro e Calvin continuou. Eu no volante, Eduardo no banco do passageiro e Paloma se gladiando com Calvin para que ele parasse de latir e tentar morder o Eduardo. Uma decisão foi tomada: “vamos deixá-lo na Veruscka”. Tadinho, saiu para passear e agora iria voltar para sua casinha. No meio do caminho, Calvin parou de latir. No entanto, consideramos ser mais prudente levá-lo para lá. A noite seria de bons papos e cerveja gelada.
Não foi a primeira vez que Calvin, o mordedor, conseguiu achar um pé. Na chácara do meu pai, certa vez, o deixei embaixo do pé de caju enquanto arrumava algumas coisas. Meu irmão veio todo distraído e passou por perto. O “bote” mais uma vez foi certeiro e o sangue escorreu pelo pé. Não que as mordidas do Calvin sejam fortes. Os dentes são afiados. E ele morde, na maioria das vezes, por brincadeira. Mas isto, poucas pessoas entendem. De qualquer forma, o Calvin continua nos oferecendo bons momentos de alegrias e risadas.
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