terça-feira, 9 de setembro de 2025

Um trajeto automático

Recentemente, vi um meme no Instagram. De certo, investigadores colocaram um localizador no carro do suspeito para traçar as rotas diárias que o elemento percorria. Depois de dias de avaliação, perceberam que, no início do dia, o sujeito saí de casa e se dirigia ao trabalho. Ali, permanecia durante todo o dia. Posteriormente, saía do trabalho e retornava para casa, em um ciclo de vida resumido a casa-trabalho-casa. ME IDENTIFIQUEI.

O bendito meme

Não que eu seja suspeito de qualquer crime ou que careça de investigadores no meu encalço, mas a rotina em si. A única diferença entre o bendito meme e minha vida é que antes de ir ao trabalho eu acabo por treinar. Então, meu rastro seria casa-box-trabalho-casa. E isso exaustivamente e repetidamente repetido nesse ciclo.

Rotinas são sempre condenadas ou mesmo tidas como massificantes para a destruição mental das pessoas. Quem nunca escutou que a rotina torna um relacionamento monótono? Ou que a rotina cansa demais para ser vivida rotineiramente? Ahhhh, doce rotina. Como te demonizam sem nenhuma justiça.

Como dizia o saudoso Bob Marley: "Seja feliz do jeito que você é, não mude sua rotina pelo que os outros exigem de você. Simplesmente viva de acordo com o seu modo de viver".

Eu gosto da minha rotina. Antes de ir treinar, eu cuido dos meus cachorros. Logo, às 5h, eles já estão me esperando para fazer o café da manhã e descer para um passeio ainda no escuro. Quando a gente sobe, é hora de um cafezinho para mim enquanto ajeito as coisas do treino. Atentos, Zizou e Chloé ficam no meu pé.

Depois é seguir para a box. Uma hora de treino, banho e trabalho. Ali, a rotina não é lá muito certa, dependendo da agenda do dia. O certo é que no fim do dia eu pego meu "caminho da roça" e chego em minha casa. Mais uma vez, Zizou e Chloé requerem cuidados. Isso feito, passo aos meus cuidados. Um jantar breve, uma leitura curta e, quase sempre, uma série antes de Morfeu dar um "oi".

Benefício de se acordar cedinho

No outro dia, às 5h, lá vamos nós!

A rotina não me cansa. Ela é uma forma de eu manter a mente ativa, cumprindo responsabilidades sem procrastinar e tocando a vida sem muitas surpresas. A rotina me faz bem.

E aos meus seis leitores, cumpram suas rotinas e sejam mais que felizes, sejam leves, sorriam e acenem sempre.

Ah, e sobre os investigadores, sinto decepcioná-los, mas minha vida é isso aí mesmo.

sábado, 15 de março de 2025

Deus, voltei!

Nossa, estava aqui revendo e a última postagem foi em 31 de outubro de 2022. Para ser sincero, eu nem lembro por onde eu andava nesta data, afinal, eu já estive em tantos lugares nos últimos tempos.

Mas, agora, preciso me ater ao presente. Estou em João Pessoa, às 00h03 esperando um voo que ocorrerá somente às 4h20. Por que tão cedo no aeroporto? Eu não faço ideia. Apenas deu vontade de chamar um Uber e parar aqui.


Pelos meus relatos, a última vez que estive por aqui, em João Pessoa, foi em setembro de 2016. Pelas minhas memórias, foi uma viagem para resolver pendências contratuais não tão agradáveis. Mas a vida seguiu, e fluiu.

De 2016 para 2025... Jesus, quase 10 anos!

João Pessoa evoluiu como cidade e, no fim, eu me pergunto se evoluí como ser humano. Muitas vezes, falo que cinco anos é período importante para refletirmos sobre mudanças na vida. Em cinco anos, muitas coisas podem acontecer. Imagina em nove anos... Como posso contar em poucas palavras o que foi minha vida nesse tempo?

A reposta para essa pergunta não é simples. Eu pensei em mil coisas para escrever aqui, mas cinco delas foram marcantes ao ponto de merecerem destaque. E enumero a seguir:

1. Eu me mudei para Curitiba (PR) e consegui muitos amigos e expandir minha mente;
2. Comecei a praticar crossfit, o que mudou radicalmente minha vida;
3. Conheci um grande amor;
4. Perdi meu pai, o que me fez repensar tudo sobre minha existência;
5. e o Botafogo ganhou uma Libertadores da América.

Tudo isso parece muito e ao mesmo tempo estranho, pois agora me deparo em frente ao mesmo café que estive em 2016 com outras avaliações e perspectivas de vida. Isso me faz refletir sobre o tempo, mais uma vez, e suas nuances.

Meus poucos leitores já pararam para refletir sobre isso? Eu não sei a idade de vocês, mas hoje acredito no que meu pai me dizia sobre o que ser feito "daqui pra frente". Eu não tenho lá muito tempo a perder, a programar e esperar acontecer. Eu preciso agir. E isso é urgente!

Tenho 45 anos, apesar da aparência ter fixado em 36 (palavras da minha treinadora, ela quem disse). Não devo chegar aos 90 anos. Aliás, minha meta são 82 anos, quando poderei rever o cometa Halley mais uma vez (a última e única vez foi em 1986). E cada dia, a partir de agora, conta.

Difícil explicar isso para as outras gerações, como foi difícil papai explicar isso para nós. Mas com o tempo não tem concorrência ou competição, ele sempre vence.

Estou aqui, sentando em um café, pela  madrugada, divagando sobre a vida. Saudade mil de uma pessoa, que gostaria que estivesse aqui comigo. Não tenho lá muito a escrever mais, apesar do desejo de que as horas passem para que eu retorne para minha Brasília. Saudade da minha mamãe, do meu Zizou, da minha Clhoé e de quem pertence o meu coração. Mas vamos continuar.

Talvez daqui a nove anos eu volte a escrever aqui de João Pessoa. Espero que, sim, ao lado daquela que detém meu coração e com a satisfação de que em breve meu cometa venha nos visitar.

Um trajeto automático

Recentemente, vi um meme no Instagram. De certo, investigadores colocaram um localizador no carro do suspeito para traçar as rotas diárias q...